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Serpente nos emblemas da Saúde: Por quê?

Asclepio (Esculápio). Epidauro, Grécia.

Os emblemas que representam as profissões são reproduzidos em diversas joias; desde pingentes até nas laterais dos anéis de formatura. O objetivo deste escrito é apresentar a história de Asclépio (nome grego) ou Esculápio (nome romano), figura da Mitologia que influenciou os símbolos das profissões relacionadas à saúde: medicina, farmácia, odontologia, enfermagem, nutrição, veterinária a fim de desvendar os significados da serpente para a cultura helenística. (Grega)


O Mito de Asclépio: Médico dos Gregos


Asclépio, dizem os epidáurios, aprendeu a arte da cura com Apolo e Quíron. Chegou a ser tão ágil na cirurgia e no uso de drogas medicinais que ele é reverenciado como o fundador da medicina. Não só curava os enfermos, como também recebera de Atena (Minerva) dois frascos que continham o sangue da górgona Medusa: com o que havia sido extraído das veias do lado esquerdo da górgona, ele podia ressuscitar os mortos, e com o sangue do lado direito ele podia matar qualquer um instantaneamente. Contam ainda que Atena e Asclépio teriam dividido o sangue entre eles: Asclépio o teria utilizado para salvar vidas, enquanto ela o empregara para provocar destruição e guerras. Atena dera anteriormente duas gotas desse mesmo sangue, uma para matar e outra para curar, e amarrou os frascos ao seu corpo de serpente com cintos dourados.

Dentre aqueles cuja vida Asclépio recuperou destacam-se Licurgo, Capeneu e Tindaro. [...] A imagem de Asclépio segurando uma serpente curativa foi colocada por Zeus entre as estrelas.

[...] A população de Sícion reverencia Asclépio sob a forma de uma serpente montada numa carruagem puxada por mulas. Em Sícion sua imagem segura na mão esquerda a pinha do pistache, mas, em Epidauro, a mesma mão descansa sobre a cabeça de uma serpente; em ambos os casos, ele segura um cetro com a mão direita.

Asclépio era pai de Podalírio e Macáon, os médicos que cuidaram dos gregos durante o cerco de Tróia, e da radiante Higia. Os latinos o chamam de Aesculapius, e os Cretenses dizem que foi ele, e não Políido, que devolveu a vida a Glauco, filho de Minos, utilizando uma certa erva que lhe havia sido mostrada por uma serpente em uma tumba. [...] É possível que esta certa erva seja o visco. [...] A população de Sícion reverencia Asclépio

sob a forma de uma serpente montada numa carruagem puxada por mulas.


[...] A forma de serpente de Asclépio, como a de Erictônio, a quem Atena outorgou também o dom de ressuscitar os mortos com o sangue da górgona - , demonstra que ele era um herói oracular em seu templo de Epidauro. [...], guardavam-se várias serpentes domesticadas como símbolo de renovação, pois as serpentes trocam de pele todo o ano.


A partir deste mito, a imagem da serpente pode representar ao mesmo tempo morte e cura como no dito popular: “é do veneno que nasce o antídoto”. Ou ainda: “é a quantidade que determina a diferença entre o veneno e o remédio”. A serpente, como apresentada no mito, troca de pele todos os anos representando renovação, no sentido de regeneração. Pode ser trazida para o nosso mundo com o sentido de “cicatrização”; sinônimo de cura e, quem sabe, o próprio semideus Asclépio, metamorfoseado, como poderiam ter acreditado os gregos no passado.


Referências: GRAVES, Robert. Os Mitos Gregos. Vol I. Pág. 170 a 175. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.

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